30 de Maio

Festa de nosso Santo Fundador José Marello!!!

“Jovem bom e inteligente, apaixonado pela cultura e o compromisso civil, nosso santo encontrou apenas em Cristo a síntese de todo ideal e a ele se consagrou no sacerdócio. “Cuidar dos interesses de Jesus” foi o lema da sua vida. E por isso inspirou-se totalmente em São José, o marido de Maria, o ‘Guarda do redentor’. De São José o atraiu fortemente o serviço oculto, alimentado por uma profunda vida interior. Soube dar este estilo aos Oblatos de São José, a congregação religiosa por ele fundada. Costumava repetir-lhe: ‘sede extraordinários nas coisas ordinárias’  e acrescentava: “sede cartuchos em casa e apóstolos fora dela”
(Da homilia de São João Paulo II) 

FESTA DE CORPUS CHISTI


A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento.

 Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.
"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).
Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.
Origem da Celebração
A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.
A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.
No Brasil
No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.
A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.
A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo. Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

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Papa: Santidade é caminho que só se percorre ao lado de Deus


 
Missa na Capela Santa Marta
 
“Caminhar na presença de Deus de modo irrepreensível”. Isto, segundo o Papa, quer dizer caminhar rumo à santidade. É um compromisso que necessita, no entanto, de um coração que saiba esperar com coragem, se coloque em discussão e se abra com simplicidade à graça de Deus.
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Papa no Angelus diz: Deus é família aberta, não devemos nos fechar. 23/05/2016


 
A dimensão trinitária nos “ensina que Deus é uma ‘família’ de três pessoas que se amam tanto de modo a formar uma só coisa. Esta ‘família divina’ não é fechada em si mesma, mas é aberta, comunica-se na criação e na história e entrou no mundo dos homens para chamar todos a fazerem parte”.
Foi o que disse o Papa Francisco neste domingo, antes do Angelus, aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Na sua reflexão, o Santo Padre falou do mistério trinitário, mistério da fé cristã, na Solenidade da Santíssima Trindade.
Imagem e semelhança de Deus
Um “horizonte” de comunhão – continuou o Papa – “que envolve todos e nos estimula a viver no amor e na partilha fraterna, certos de que onde há amor, há Deus”:
“O nosso ser, criados à imagem e semelhança de Deus-comunhão nos chama a compreender nós mesmos como seres-em-relação e a viver as relações interpessoais na solidariedade e no amor recíproco. Tais relações são reproduzidas, em primeiro lugar, no âmbito de nossas comunidades eclesiais, para que seja sempre mais clara a imagem da Igreja ícone da Trindade”.
Fonte: Radio do Vaticano  
 

JOSE, ESPOSO E PAI

           José, esposo de Maria epai de Jesus. Aqui estão verdades de Fé que devemos alimentar de modo mais intenso e decisivo. O Esposo de Maria não é um simulador de matrimônio, mas um autêntico companheiro de vida e esperança da Mãe do Senhor. Embora aparentemente limitado, o matrimônio de José e Maria foi verdadeiro, como muitos pensadores cristãos já refletiram.
            E José é o verdadeiro pai de Jesus, o que não devemos deixar de afirmar. No entanto, é muito comum que isto não seja apresentado de modo claro quando, por exemplo, se afirma que ele é o “pai nutrício”, o “pai adotivo”, o “pai legal” de Jesus. Por que estas limitações para a paternidade de José sobre Jesus? Talvez porque não se entenda ainda que pai, como também mãe, é quem assume a tarefa da paternidade, independente da geração física.
             Em Mateus 1,18–25, na anunciação de Jesus a José, a missão daquele homem, da família de Judá, é a de legitimar a identidade de Jesus frente a sociedade de Israel. Em João 1,42 lemos que os contemporâneos de Jesus perguntavam sobre Ele: “Esse não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos?” A referência humana de Jesus na sociedade de seu tempo era, em grande medida, José, seu pai.
            Em tempos de valorização da família, à luz da exortação apostólica “AmorisLaetitiae”, do Papa Francisco, a identificação de José como pai de Jesus, ao lado de sua Mãe, Maria, é algo a ser considerado com mais intensidade. João Paulo II, na exortação apostólica “Redemptoris Custos”, de 1989, sobre a pessoa e missão de José na Salvação, o chamava várias vezes de “homem justo”, e destacava de modo muito intenso o “serviço da paternidade”. José, o homem Justo, que abre o Evangelho segundo Mateus, é o depositário do Mistério de Deus na História. É assim que podemos identifica-lo e reverencia-lo.
            A missão de José e sua figura podem ser mais valorizadas em nossa realidade de Fé. A compreensão que temos de sua figura deve ser seguida de uma ação intensa de compromisso com a vida, com a liberdade, com a coerência entre crer e agir. Neste ponto e em muitos outros a inspiração de José, Esposo e Pai, pode nos levar a ter ânimo e decisão perante os desafios que nos são apresentados todos os dias, dos modos mais diversos e múltiplos.
            Uma prece, inspirada na figura e missão de José, pode nos ser oportuna.
Tu, José,
que depois da Bendita Virgem Maria,
foste o primeiro a apertar ao peito
Jesus Redentor:
 Sê o nosso modelo de vida
que, como a tua
é de relação íntima com o Verbo Divino.
Amém!
            Esta “relação íntima com o Verbo Divino” é o Batismo que nos configura a Cristo e nos une à sua Graça. Como José, estamos dentro do Mistério de Deus.

Pe. Mauro Negro, OSJ
Professor de Teologia Bíblica PUC São Paulo

A REALIDADE UNITÁRIA ENTRE MARIA E JOSÉ


Compreender isso não é fácil para nós; estamos sobre dois planos diferentes; se Deus quis ser homem, Maria e José são as criaturas de um tempo mais alto e mais humilde.
 (Bevenuto Micardi )



Não se pode considerar em separado as figuras de Maria e de José. É muitíssimo comum apresentar Maria, Mãe de Deus, praticamente sozinha, como se Ela pudesse ter assumido a Maternidade divina sem o apoio de José ou de um outro homem.
Em primeiro lugar o nome de uma criança era dado pelo pai. Assim uma mãe solteira não poderia dar o nome ao filho se o pai não o assumisse. A criança nascida de uma situação como esta estava destinada a um como que ostracismo religioso e social, pois não tinha uma filiação, um nome, uma família, pois esta era dada pelo pai. Em alguns casos o avô materno da criança, usado de amor paterno com certeza assumia a paternidade legal do neto ou neta.
Por outro lado não encontramos qualquer menção dos pais de Maria, sequer em Lucas. Em Mateus José é identificado como filho de Jacó, na genealogia de 1,16 e filho de Davi na anunciação de 1,20; em Lucas José é identificado como filho de Levi na genealogia de 3,23. Sabe-se que estas genealogias expressam mais uma visão teológica do autor do Evangelho e não expressam a sucessão das gerações com a fidelidade que seria do gosto moderno. Por isso encontramos em Lucas um José filho de Levi e em Mateus o mesmo José filho de Jacó. Todavia mais importante que tudo isto é o texto de Mateus 1,20 onde é chamado de filho de Davi, isto é, descendente real, da família davídica, herdeiro das promessas do Messias Salvador. De Maria não se fala de família ou ascendência ou dependências familiares. Ela é importante pela sua própria natureza humana e pela Graça única e irrepetível da maternidade divina.
José, por outro lado, entra dentro do Mistério da Encarnação pela dimensão religiosa e social. Pode-se dizer que Maria enraíza Jesus na história humana e antes mesmo, na realidade humana; José por sua vez enraíza Jesus na história de Israel e na esperança do Povo de Deus. José é o portador da herança religiosa de Jesus o que é muito se, se considera a mensagem Evangélica como mensagem religiosa – naquele sentido profundo que a religião tem para os judeus, envolvendo todo o Homem e suas realidades e situações.
Desta forma não se pode separar as duas figuras mais centrais da Encarnação depois do próprio Jesus, é claro. José e Maria estão no núcleo da Encarnação e mantém uma unidade que pode-se qualificar como indissolúvel e interdependente: Maria depende de José para a paternidade legal de seu Filho divino. Este deve ser identificado com toda Tradição religiosa, patriarcal e davídica de Israel e só poderá ter esta identidade através da paternidade. José por sua vez deve fazer um ato de fé profundo frente ao mistério que presencia e que reconhece como algo que vai além de sua compreensão. Ele somente tem a idéia do que se passa após a revelação interior do sonho (Mt 1,18-25) desta forma Maria e José não podem ser separados e guardam uma  unidade tal que chega a ser assustador como se considera o lugar e a presença de Maria no Mistério da Encarnação sem a presença de José. Seria como se Ela pudesse assumir a Maternidade divina sem a presença e a pessoa de José como pai, vinculo ou elo patriarcal e davídico de Jesus com o Antigo Testamento.        
 A Missão exercida por José no cenário evangélico não foi, portanto somente aquela de uma figura pessoalmente exemplar e ideal. Foi uma missão exercida efetivamente sobre Cristo, do qual ele era tido como pai. As razoes que sustentam a participação de José na cooperação do mistério da Encarnação são deduzidas do consentimento que ele deu para ser o pai de Jesus, embora sem intervir fisicamente na sua geração. Por isso, tanto José como Maria eram necessários para a realização da encarnação. Com o seu casamento celebrado com Maria da Anunciação, José também proporcionou as condições objetivas, mesmo sem o seu total conhecimento, para a realização do mistério da Encarnação. O relacionamento de José com Jesus estabeleceu-se no plano moral e esterno; contudo, a sua paternidade é real – ela foi preestabelecida por Deus e, para a sua realização foram necessárias, assim como para Maria as disposições de santidade.   
 
Revista Estudo de São José

José, o Pai do Filho de Deus - Músicas do CD


Reportagem da TV Evangelizar na Exposição Iconografica Josefina, Mariana e Marelliana na cidade de Apucarana Pr.

 

MARIA QUER FORMAR JESUS EM VOCÊ

 
Você sabe: quem educou Jesus foi Maria. E é lindo o que se lê no Evangelho de São Lucas, quando o menino Jesus, aos 12 anos, foi encontrado no templo de Jerusalém:
Depois ele desceu com eles – Maria e José – para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração. Jesus progredia em sabedoria e em estatura, e em graça diante de Deus e dos homens (cf. Lc 2,51-52).
O próprio Evangelho testemunha: Era-lhes submisso. A mulher tem um papel preponderante na educação dos filhos. A mãe é educadora por excelência. Você pode então imaginar a Virgem Maria passando para Jesus, desde Seus primeiros dias, toda sua fé, todo seu amor a Deus, toda sua espiritualidade, fidelidade e entrega ao Todo-poderoso.
O filho de Deus criado por uma mulher humilde
Tudo o que vivia ela passava àquela criança, junto com seu leite materno, dia após dia. É uma beleza poder imaginar Maria formando, educando o menino Jesus. Dentro d’Ele havia uma semente: Ele era Filho de Deus; havia n’Ele uma natureza receptiva. Ele não tinha, como nós, o pecado original. Mas quem o formava era Nossa Senhora.
O Pai quis que Seu Filho Jesus fosse educado por uma mulher. Assim como Cristo foi concebido no ventre de, como foi gerado e trazido à luz, amamentando por Maria, Ele foi também educado por ela. Quer dizer: tudo aquilo que havia no interior de Jesus foi posto para fora, cresceu, desabrochou e desenvolveu-se graças a Maria. Ele recebeu tudo isso dela. Ela foi a formadora e educadora de Jesus.
Que sejamos Jesus nos dias de hoje
O Pai quer que sejamos semelhantes a Jesus. Que sejamos Seus continuadores. É vontade de Deus que você seja um outro Jesus para o mundo, porque o mundo precisa de coisas concretas, o mundo só vai acreditar a partir de cristãos que vivam a vida de Cristo. E para ser como Jesus é preciso ser educado por aquela que O educou. Por causa do pecado, que está em nós, há todo um longo trabalho de educação por fazer, e Maria tem aí seu papel especial de mãe e educadora. Ela quer nos educar nos caminhos de Jesus. Com o amor, a paciência, a bondade, a simplicidade, a humildade de Jesus…
Ela quer formar você também com a têmpera e a fortaleza de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela o quer com o entusiasmo, o otimismo, a garra e com a entrega de Cristo.
Maria quer formar Jesus em você. Esta é a missão dela. A resposta de cada um deve ser: “Faça-se! Faça-se em mim segundo a vontade do Pai”.

Monsenhor Jonas Abib
 
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SÃO JOSÉ, O EDUCADOR

 
A vida de José é narrada nos evangelhos e na tradição dos grandes pensadores cristãos. Carpinteiro, ensinou a Jesus o ofício de talhar a madeira, de tomar cuidado com as ferramentas para não ferir nem a si nem ao outro. Esculpir o formato certo. Fazer com que cada objeto da criação seja útil. Artistas do ofício de fazer peças úteis e belas. Uma cadeira para o descanso. Uma mesa para partilhar. Um armário para guardar o necessário. Um local para servir de aconchego quando se volta ao lar.
No lar de Nazaré, o menino Jesus pode conviver com um homem cioso do seu papel na história. Um contador de histórias, talvez. Jesus adulto gostava de contar histórias e de, por meio delas, desvelar mistérios da alma humana e oferecer ensinamentos para o cotidiano. As parábolas de Jesus nascem de uma mente acostumada a acumular sabedoria. Desde cedo, bebeu em fontes santas e profundamente humanas.
Os textos sagrados não trazem detalhes do dia a dia da pequena família. Maria, a mulher que se acostumou ao silêncio e à profundidade dos dizeres, certamente O embalou em canções de ternura e O ensejou para o protagonismo essencial a todo ser humano. Era ela a mulher escolhida para gerar o Amor e para suportar a dor. No dual dos seus dias, soube inspirar a serenidade. Uma mãe cativante, uma senhora eternamente menina, com títulos tantos para expressar a devoção de povos tantos que, no seu carisma, tentam se animar. 
E José? Sobre o que conversavam? Quais medos tinham? O que os fazia chorar? E sorrir? Saíam para passear? Contemplavam as paisagens daquele local? Como eram as refeições? Diziam o quê, um ao outro, antes de dormir? Amanheciam com quais esperanças?
Na carpintaria, o menino Jesus aprendia na madeira o que haveria de esculpir na humanidade. O Artesão dos homens estava em construção. O ensinamento do Mestre constrói um novo tempo. Era o Amor o Seu tema, e não a vingança. Era de paz que Ele falava e não de acúmulos de ódios ou de posses. Era o abraço ao que estava sem braço por ter sido alijado no caminho. Como José O inspirou a nos inspirar? "O filho pródigo" nos ensina a perdoar e a acolher aquele que se gastou por aí. E nos ensina a estarmos atentos à inveja daquele que se julga sempre correto. O "Bom Pastor" traz o ensinamento de que nenhuma ovelha deve ser deixada de lado. É preciso compreender que cada uma é diferente. E que todas elas merecem atenção especial. Que nenhuma se perca. Precisam elas da voz do pastor. Naquela época, cada pastor que chegava para buscar  suas ovelhas emitia um som que fazia com que apenas as “suas ovelhas” o seguissem, porque elas reconheciam o “seu” pastor. No "Semeador", a necessidade da boa semente. Da semente que cai em terra fértil. E que é capaz de produzir frutos.
Que histórias José contou para o seu filho para que Ele pudesse depois dizer à multidão que O seguia? Sentavam-se eles no chão, talvez, e revezavam-se no dizer e no preencher de vida os dias de preparação. No chão daquelas casas simples em que moravam, a firmeza do caráter ia se moldando. José ensinava o correto nas palavras e nas ações. No respeito à Maria. No acolhimento às dúvidas do menino, de todo menino que necessita da presença do pai. 
Não sei se José ensinou ao filho lições de matemática ou de física ou de geografia. Não sei detalhes daqueles dias naqueles tempos. Sei que os valores fundamentais que educam o caráter de uma pessoa estavam na lida de São José, o educador. Ensinar a ser bom, ensinar a ser honesto, ensinar a respeitar o outro, ensinar a amar. Amar como fundamento da vida em qualquer profissão. Amar como verbo inspirador de outros valores e ações. Amar como razão de existir. Na carta aos Coríntios, Paulo nos ensina que o amor é paciente, é benigno, não é soberbo nem inconveniente, muito menos interesseiro. O amor não se ressente nem se diminui diante do mal. Ao contrário, regozija-se com a verdade e compreende o tempo.
Quando o coração de José falava ao coração de Jesus, as palavras aguardavam. E, assim, na simplicidade de Nazaré, naquela pequena família, os grandes ensinamentos da humanidade estavam sendo esculpidos. Carpinteiros de vidas. Um Novo Testamento. Uma Nova Aliança. Não mais baseada no "olho por olho, dente por dente", mas no abraço que conforta porque compreende que, na trajetória, em algum momento, qualquer um dos viventes pode cair e se machucar. Que nunca falte um "bom samaritano" para agir.
Vez em quando, é bom parar e relembrar a vida de homens que nos iluminam em meio às escuridões que nos frequentam.
 
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GUARDA FIEL E PROVIDENTE


Dos Sermões de São Bernardino de Sena, presbítero. Leitura do Ofício das Leituras da Solenidade de São José

Sermo 2, de S.Ioseph:Opera7,16.27-30, (Séc.XV)

 
É esta a regra geral de todas as graças especiais concedidas a qualquer criatura racional: quando a providência divina escolhe alguém para uma graça particular ou estado superior, também dá à pessoa assim escolhida todos os carismas necessários para o exercício de sua missão.
Isto verificou-se de forma eminente em São José, pai adotivo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da rainha do mundo e senhora dos anjos. Com efeito, ele foi escolhido pelo Pai eterno para ser o guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E cumpriu com a máxima fidelidade sua missão. Eis por que o Senhor lhe disse: Servo bom e fiel! Vem participar da alegria do teu Senhor! (Mt 25,21).
Consideremos São José diante de toda a Igreja de Cristo: acaso não é ele o homem especialmente escolhido,por quem e sob cuja proteção se realizou a entrada de Cristo no mundo de modo digno e honesto? Se, portanto, toda a santa Igreja tem uma dívida para com a Virgem Mãe, por ter recebido a Cristo por meio dela, assim também, depois dela, deve a São José uma singular graça e reverência.
Ele encerra o Antigo Testamento; nele a dignidade dos patriarcas e dos profetas obtém o fruto prometido. Mas ele foi o único que realmente possuiu aquilo que a bondade divina lhes tinha prometido.
E não duvidemos que a familiaridade, o respeito e a sublimíssima dignidade que Cristo lhe tributou, enquanto procedeu na terra como um filho para com seu pai, certamente também nada disso lhe negou no céu, mas antes, completou e aperfeiçoou. Por isso, não é sem razão que o Senhor lhe declara: Vem participar da alegria do teu Senhor! Embora a alegria da felicidade eterna penetre no coração do homem, o Senhor preferiu dizer: Vem participar da alegria. Quis assim insinuar misteriosamente que a alegria não está só dentro dele, mas o envolve de todos os lados e o absorve e submerge como um abismo sem fim.
Lembrai-vos de nós, São José, e intercedei com vossas orações junto de vosso Filho adotivo; tornai-nos também propícia vossa Esposa, a santíssima Virgem, mãe daquele que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos sem fim. Amém.
 
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QUANTO MAIS UMA PESSOA SOFRE, MAIS É DIGNA DE AMOR

 Nesse intervalo entre os esponsais e as bodas, Maria recebeu a embaixada do Arcanjo Gabriel. O Evangelho de Mateus deixa-o bem claro ao afirmar: “Antes de coabitarem, aconteceu que Ela concebeu por virtude do Espírito Santo” (Mt 1, 18). Supérfluo seria nos estendermos aqui sobre os detalhes da Anunciação e da Encarnação do Verbo, já tão conhecidos e tantas vezes comentados. Um ponto apenas é preciso deixar bem claro: poucos dias depois desse acontecimento, Maria dirigiu-se apressadamente para o pequeno po­voa­do das montanhas da Judéia onde habitavam seus primos, Zacarias e Isabel. Boa parte dos comentaristas defende a idéia de que José acompanhou sua esposa na viagem de ida e, transcorridos três meses, foi buscá-La. Tal opinião parece bem fundada, pois a juventude de Maria e as dificuldades de um penoso percurso eram razões de sobra para mover a solicitude de um esposo fiel e zeloso, como era o seu.
Depois do regresso a Nazaré, não tardou ele a perceber os primeiros sinais da gravidez de sua desposada. No começo, relutou em acreditar, julgando-se vítima de uma alucinação. Passados, porém, alguns dias, não pôde mais duvidar da realidade patente ante seus olhos: Maria trazia uma criança em seu seio.
Nesse momento eclodiu, como violento turbilhão, o drama na vida de São José. Talvez a provação mais terrível que uma mera criatura humana — fazendo abstração da Santíssima Virgem ao longo da Paixão — jamais tenha enfrentado. Essa era, entretanto, a divina vontade do Menino que Se formava nas puríssimas entranhas de Maria. Desejava Ele que seu nascimento viesse com o selo indelével da dor santamente aceita, para dar-nos a lição de que quanto mais uma pessoa sofre, tanto mais é digna de amor. O pai adotivo que escolhera como imagem de seu Pai Celestial, Ele o submetia a uma dura prova, dando-lhe oportunidade de levar seu heroísmo a alturas inimagináveis. Ao mesmo tempo, aparecia com maior esplendor a virgindade de Nossa Senhora.
 
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A Igreja, Mãe de Vocações

Mensagem do Papa para o 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações (17 de abril de 2016)
Amados irmãos e irmãs!

Como gostaria que todos os batizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.
Por este motivo, dirijo-me a todos vós, por ocasião deste 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convidando-vos a contemplar a comunidade apostólica e a dar graças pela função da comunidade no caminho vocacional de cada um. Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, recordei as palavras de São Beda, o Venerável, a propósito da vocação de São Mateus: «Miserando atque eligendo» (Misericordiae Vultus, 8). A ação misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo missionário.
O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, descreveu os passos do processo da evangelização. Um deles é a adesão à comunidade cristã (cf. n. 23), da qual se recebeu o testemunho da fé e a proclamação explícita da misericórdia do Senhor. Esta incorporação comunitária compreende toda a riqueza da vida eclesial, particularmente os Sacramentos. A Igreja não é só um lugar onde se crê, mas também objeto da nossa fé; por isso, dizemos no Credo: «Creio na Igreja».
A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo.
Neste Dia dedicado à oração pelas vocações, desejo exortar todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. At 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. At 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt 1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 107).
A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar duma vocação, é necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos» (Ibid., 130). Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar assim um discernimento mais objetivo. Deste modo, a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla, agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em todos.
A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade, como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado dum bom catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação, partilhando a vida de clausura; conhecer melhor a missão ad gentes em contato com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.
A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. At 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. At 14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade cristã, que permanece uma referência vital, como a pátria visível onde encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida eterna.
Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (…). Eu sou o bom pastor» (Jo 10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade.
 

São José: O Maior Devoto de Maria


Assista ou ouça palestra do Padre Paulo Ricardo Sobre São José direto do site clique

SUA PRUDÊNCIA


                Quando rezamos a ladainha de São José, afirmamos “José prudentíssimo”. O titulo “prudentíssimo” está profundamente relacionado com a sua atitude face à dúvida que o aconteceu, de que fala o evangelista Mateus. São Bernardo, procurando entender as razões da dúvida de José, se perguntou: “Por que José quis deixar Maria ocultamente?” E ele mesmo respondeu, concluindo que “José quis deixar Maria pelo mesmo motivo pelo qual Pedro quis distanciar-se de Jesus dizendo ‘afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador’. Pelo mesmo motivo pelo qual o centurião não quis que Jesus entrasse em sua casa, dizendo ‘Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa’. Da mesma forma José se achava indigno e pecador e por isso pensava em não mais compartilhar a convivência familiar com sua esposa. Assim como Pedro, o centurião e tantos outros se sentiram indignos diante da onipotência de Deus também ficou José, assim como teria ficado perplexo qualquer outro homem que constatasse o milagre de uma virgem grávida. Por isso, não é de admirar que José tenha se sentido indigno de conviver com uma virgem que se tornara mãe milagrosamente.
             José viu com os próprios olhos a gravidez de sua esposa Maria, sem que tivesse tido relações com ela; mas, dada a sua retidão e a virtude de Maria, ele, de maneira alguma, pensou mal dela. Tanto isto é verdade, que procurou deixá-la ocultamente.  Se tivesse concluído pela culpa da esposa, poderia, como todos os homens do seu tempo, repudiá-la publicamente, mesmo porque a gravidez era prova evidente para todos. A extraordinária virtude que Maria possuía de modo algum podia impelir José a duvidar dela, porque era bom e justo. Era natural que a situação o angustiasse, pois não encontrava explicações para o mistério, quando era evidente o processo de gestação da sua esposa.
            Uma pergunta surge quando deparamos com o comportamento de José: por que ele queria achar uma saída secreta para deixar Maria? Considerando as suas virtudes, ele não imaginava nela culpa alguma e conseqüentemente, não podia difamá-la. Como era costume da época, o marido só podia deixar sua esposa através do libelo de repúdio, que consistia automaticamente no divórcio; mas, para isso, era necessário apresentar publicamente provas apoiadas em motivos válidos. E que motivo podia ele apresentar sem que com isso a difamasse, sendo que era Justo? Sabedor de todas as normas que regiam tais procedimentos, José não podia proclamar publicamente que a considerava inocente e pura, não obstante a sua gravidez, pois quem iria acreditar nele? Seguramente o povo teria rido dele e, em seguida lapidado sua esposa, considerando-a adúltera.  
 
São José, Fiel Vocacionado pag. 32  
Pe. José Antônio Bertolin OSJ.