DEUS NUNCA DEIXA SÓ A QUEM O SEGUE


MATEUS 13,31-32
            Propôs-lhe outra parábola: “O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que o tomou e semeou em seu campo, embora seja a menor das sementes, quando cresce e a maior das hortaliças e torna-se árvore a tal ponto que as aves do céu se abrigam em seus ninhos”.
            Deus nosso Senhor, ao criar a terra, deu-lhe a potencia e a força para produzir e encarregou o homem de cultivá-la para que desse fruto em beneficio do próprio homem e este glorificou a Deus por sua infinita misericórdia e onipotência divina.
            O homem tem a missão de semear sementes que deem bons frutos, tal missão implica esforços e sacrifícios para preparar a terra e cuidar para que a semente germine, cresça e de frutos.
            Com frequência a bíblia nos fala que os homens são um Deus deseja semear a semente do seu amor. Neste sentido o próprio Cristo veio para semear entre os homens a semente do amor, da verdade, da justiça e da graça no coração dos homens de boa vontade, estes homens têm por sua vez a missão de serem semeadores entre seus semelhantes, conscientes de que toda missão comporta uma diária consagração ao Senhor, aquele que envia a trabalhar em sua messe, o Grande Desejo de Deus é que seu reino se estenda a todos os homens da terra e para isso suscita entre os mesmos homens aqueles que devem ser os portadores desta boa semente do amor.
            Ao longo desta tarefa, Deus nunca deixa só a quem o segue, nem deixa de dar-lhes salários que lhes corresponde, e que o melhor salário é a vida eterna.
            São José foi um destes grandes homens que o Senhor elegeu e chamou para tomar parte na grande missão do reino dos céus. Ele sendo fiel a vontade de Deus, cultivou em seu coração a semente da fé – que o mesmo Deus dá a seus filhos, da humildade, da descrição e da prudência. São José viveu tudo isto dentro de um clima dinâmico, mas silencioso. Desta maneira Deus o preparou para que fosse o guarda zeloso do grande segredo que Deus lhe tinha reservado– ser o pai adotivo de Jesus nosso salvador – e assim que Deus o inclui em seu plano de salvação.
            São José consagrou ao Senhor toda sua vitalidade juvenil – e esta é uma das coisas tão valiosas, pois geralmente se tem a inquietação de colocar as forças e ideias da juventude nas coisas deste mundo e não nos desígnios de Deus – São José preferiu consagrar sua vida aos desígnios de Deus, embora isso significasse para ele sacrifícios, temor do desconhecido, desprendimento de seus próprios ideais e gostos de jovem, assim como de seus próprios bens, exemplo disso aconteceu quando o anjo lhe anuncia que deve tomar o Menino e Maria e fugir para o Egito.
            A vida de São José é um constante modelo para nós que o reconhecemos como patrono e protetor, pois é uma vida de consagração ao amor de Deus – Cristo é a expressão máxima do amor de Deus pelos homens.
           Semeemos esse grão de mostarda que Deus nos deu e façamo-lo florescer como fez São José – que é agora uma destas grandes árvores do Senhor onde muitas congregações como a nossa e muitos fiéis cristãos se colocam debaixo de sua sombra e proteção.
 
Pe. José Ines Hernandes OSJ
México   

CASA DE NAZARÉ, ESCOLA DE VIDA

        
          A primeira escola de trabalho que Jesus teve foi seu próprio lar. Desde pequeno se familiarizou com o vocabulário: trabalho, dignidade, realização (…) A família de Nazaré viveu com o drama da insegurança do trabalho. Viveu o sofrimento de muitos desempregados de nossa sociedade. Quando fugiu para o Egito num país de cultura diferente, sem parentes, amigos… até encontrar um emprego, viveu certamente a preocupação de sustentar sua família, depois no regresso do Egito, José teve que começar de baixo. É possível que enquanto conseguia as ferramentas necessárias e não tinham fregueses, não trabalhou como carpinteiro. Saiu ao campo para qualquer tipo de trabalho rural: para capinar, plantar, colher… depois quando Jesus cresceu e começou a partilhar o trabalho da oficina, deve ter acontecido outro problema: no pequeno povoado de Nazaré duplicou-se a oferta de carpinteiro e, portanto diminuiu a procura de seus serviços. Por isso muitas vezes se viram sem trabalho. Ambos deixaram o martelo e os pregos para trabalhar no campo.
           Podemos dizer que Jesus foi camponês, não apenas pela conseqüência lógica de que era impossível ter trabalho para ambos no povoado. Mas também porque nos exemplos e parábolas que usava para explicar o mistério do reino, trazem todas temas rurais. Ele falava da terra, das sementes, dos animais e das estações como alguém que tem experiência própria.
            São José é apresentado como patrono e modelo dos operários no dia 1° de maio de 1955, pelo Papa pio XII. José é digno deste título porque viveu a experiência do trabalho a luz da fé no Deus da Vida. Via no trabalho não só uma maneira para o proveito de sua família, mas também um serviço a toda a comunidade e sociedade, onde se projetava o poder do criador de Deus. Viver o trabalho como dom de Deus é sentir-se como co-criador ao lado de Deus. José viveu esta espiritualidade, entendia como a busca da compreensão da própria vida e no compromisso com a causa da vida.
            Quando o evangelho diz que José é justo, é porque compreendeu que a verdadeira justiça de Deus é a defesa radical da vida nas pessoas; de uma mãe solteira e de uma criança em gestação. José buscou o discernimento de como agir segundo a vontade de Deus e sua misericórdia. Agindo assim José interrompeu o processo que coloca a lei acima da pessoa. Por isso José é símbolo do homem verdadeiramente justo, que coloca a vida em primeiro lugar.

Estudos Josefinos Junho 2001 n° 03 pag. 75
Pe. José Antonio Bertolin OSJ.        

VIVER COMO JOSÉ VIVEU


Em toda a sua vida, José viveu a vontade de Deus em seu coração. Trabalho escondido; obediência às ordens de Deus; castidade que o deixava mais disponível a Deus. Assim realizava sua caridade ao Pai Eterno. Coisas simples e pequenas e que muitas vezes temos preguiça de estudar.
Quem quer viver com São José, não pode esquecer que na caridade, deve doar-se para Deus, ouvir sua palavra e humildemente aceitá-la. A busca é indispensável. A procura da santificação deve ser continua uma santificação que se constrói com toda vida, minuto por minuto, segundo por segundo. 
Os anos passam, mas a caridade de José nos envolve, é luz para nossos passos. Ele caminha conosco; é Ele que nos ensina a melhor maneira de convivermos ao lado de Jesus e Maria.
A maior caridade é quando damos o que existe de melhor no coração. Para que esta caridade seja verdadeira precisa ser doada para a pessoa certa - JESUS. Foi assim que José fez, é assim que hoje, Ele quer nos ensinar.
A caridade é servir e quando estamos servindo a Deus, não temos motivos para ficarmos tristes, mas alegres, sempre alegres, para bem fazer o que fazemos. Para assim melhor realizarmos o desejo de Deus. Sem a alegria, sem vontade, não existe amor. O fruto deste amor é a disponibilidade que é conduzida por uma confiança total. Com esta corrente chegaremos a José.
Se desejamos imitar e ser verdadeiros filhos de São José, devemos antes de mais nada, ter uma constante vontade própria de se consagrar ao mestre; ao Pai que deve ser o nosso guia em todos os momentos.
Ser verdadeiramente devoto de São José significa aceitar as aspirações que a palavra de Deus oferece, como também pelos exemplos diários que São José vem nos ensinar.    

Semente Josefina N° 01
Fevereiro de 2001

O AMOR DE JOSÉ ERA REFLEXO DO PRÓPRIO AMOR DE DEUS.


Graças a José, Jesus conheceu a verdadeira imagem de Deus, tão diferente da oferecida pelos doutores da lei. José apresentou a Jesus a imagem de Deus como pai, um Pai rico em amor e misericórdia, que perdoa a rebeldia e o pecado, que ama todos os homens especialmente os pecadores e os pobres… José para Jesus é a manifestação do amor paterno de Deus. Nós imaginamos que Deus é pai em relação ao modelo de pai que tivemos em nossa experiência familiar. Jesus, sendo verdadeiro homem, passou pelo mesmo processo que todos nós. Ele sabia que Deus era seu Pai nas duas formas: primeiro, pela renovação do Espírito Santo em seu coração e segundo pelo amor paternal que José lhe dava.
O amor de José era reflexo do próprio amor de Deus. A imagem paterna de José com certeza não é como pintam em muitas estampas ou como é representado nas imagens. Um Velho triste, quase saindo de circulação, mas um jovem de não mais de 25 anos (porque a tradição pedia que o jovem não passasse dessa idade para se casar, pois se passasse não receberia a benção de Deus), alegre, seguro, misericordioso, comunicativo, forte e criativo. Não é lógico pensar que Deus Pai tendo todas as possibilidades para buscar um bom partido para Maria, fosse contentar-se com alguém que não fosse apoio, segurança, determinação e imagem de Deus pai para seu filho Jesus.
Partindo da idéia que a imagem que os filhos têm do pai influência na imagem de Deus pai, então a paternidade é o primeiro meio de evangelização, pois nos mostra, mais com fatos do que com palavras, como é o amor de Deus para com seus filhos. Um filho que foi amado por seu pai não tem nenhuma dificuldade em abrir-se ao amor paternal de Deus.
Uma das responsabilidades fundamentais de todo pai hebreu era preparar seu filho para um oficio. José cumpriu fielmente esta tradição de seus antepassados, ensinando Jesus a trabalhar na carpintaria. O mais importante não foi tê-lo feito capaz de usar a régua e o esquadro, mas tê-lo levado a descobrir o valor do trabalho e a dignidade do trabalhador.
José foi um operário que não vivia para trabalhar, mas que trabalhava para viver. Seu trabalho era modesto, mas digno e valioso. Era consciente de que todo trabalho, por simples e humilde que seja, é digno e enobrece o homem, pois a dignidade do trabalho não depende do tipo de serviço que se presta, mas do fato de que é sempre uma pessoa humana que o realiza. Todo trabalho é digno e dignificante em si mesmo.
Ele passou a consciência para o seu filho, que trabalhar não é uma maldição, mas uma benção pela qual Deus permite ao homem participar do seu poder criador. A finalidade do trabalho de José não era a produtividade impessoal, nem o aumento do capital, mas sua realização como pessoa. Seu trabalho era uma benção para toda a sua família que graças ao seu trabalho tinha o sustento.
 
Estudos Josefinos Junho 2001 N° 03 pag.73
Pe. José Antonio Bertolin OSJ.      

BATISMO DO SENHOR


 
O Evangelho apresenta Jesus, nas águas do Rio Jordão, no centro de uma revelação divina. Escreve São Lucas: depois de receber o Batismo, o céu se abriu e desceu sobre Ele o Espírito Santo em forma corporal, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho; eu, hoje, te gerei” (Lc 3,21-22). Jesus é consagrado e manifestado pelo Pai como o Messias salvador e libertador.

Neste evento - testemunhado por todos os quatro Evangelhos – ocorreu a passagem do Batismo de João Batista, com base no símbolo da água, ao Batismo de Jesus com o Espírito Santo e com o fogo (Lc 3,16). De fato, no Batismo cristão, o Espírito Santo é o artífice principal: “É Ele que queima e destrói o pecado original, restituindo ao batizado a beleza da graça divina; é Aquele que nos liberta do domínio das trevas, isto é, do pecado, e nos transfere para o reino da luz, ou seja, do amor, da verdade e da paz. Pensemos a qual dignidade nos eleva o Batismo! "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato” (1 Jo 3,1), exclama o apóstolo João. Esta realidade estupenda de seremos filhos de Deus comporta a responsabilidade de seguir Jesus e reproduzir em nós mesmos os seus traços: mansidão, humildade e ternura. E isso não é fácil, especialmente se nos circunda tanta intolerância, soberba e dureza. Mas é possível com a força que nos vem do Espírito Santo!

O Espírito Santo, recebido pela primeira vez no dia do nosso Batismo, abre o nosso coração para a verdade, toda a verdade. O Espírito conduz a nossa vida no difícil, mas alegre caminho da caridade e da solidariedade para com os nossos irmãos. O Espírito nos dá a ternura do perdão divino e nos permeia com a força invencível da misericórdia do Pai. Não nos esqueçamos de que o Espírito Santo é uma presença viva e vivificante naquele que O aceita, reza em nós e nos enche de alegria espiritual.

Hoje, Festa do Batismo de Jesus, pensemos no dia do nosso Batismo. Todos nós fomos batizados, sejamos gratos por este dom. E eu pergunto: Quem sabe a data de seu batismo? Certamente não todos. Então, eu os convido a procurar a data, perguntando, por exemplo, para seus pais, seus avós, seus padrinhos ou na paróquia. É muito importante saber, porque é uma data para comemorar: é a data do nosso renascimento como filhos de Deus. Por isso, a lição de casa para esta semana: procurar a data do meu Batismo. Comemorar esse dia significa reafirmamos a nossa adesão a Jesus, com o compromisso de viver como cristãos, membros da Igreja e de uma nova humanidade, onde todos são irmãos.

A Virgem Maria, primeira discípula de seu Filho Jesus, ajude-nos a viver com alegria e zelo apostólico o nosso Batismo, recebendo a cada dia o dom do Espírito Santo, que nos faz filhos de Deus.
 
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Na França, Porta Santa é aberta em local de aparição de São José,

Além da Catedral de Toulon, na França, Porta Santa foi aberta em igreja antiga do país e em local de aparição de São José

Aline Casassola
Da França
Catedral de Fréjus (esq.) e de Cotignac, ambas na França / Foto: Aline Casassola
Catedral de Fréjus (esq.) e de Cotignac, ambas na França / Foto: Aline Casassola
Apos a abertura da primeira Porta Santa na Diocese de Fréjus-Toulon, França, no dia 08 de dezembro, foram abertas neste sábado, 12, outras duas portas santas. Os lugares escolhidos foram a cidade de Cotignac e Fréjus.
De acordo com o pároco da Catedral de Fréjus, Padre Casseron, um dos motivos da escolha da catedral se deve ao fato dela ser uma das mais antigas da diocese e ter sido a casa do bispo por muitos anos.
Com uma arquitetura que mistura três períodos o Romano, o Gótico e a Idade Média, a Catedral foi construída no início do século V e este belo cenário também compôs este momento extraordinário que toda a Igreja Católica vive.
A Missa da abertura da Porta Santa foi presidida pelo bispo da diocese, Dom Dominique Rey, e durante a homilia, o prelado destacou a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, recordando que Maria é o espelho da misericórdia.
“Ao contemplar Nossa Senhora podemos descobrir que ela vai nos ensinar e nos ajudar no caminho para a misericórdia. Esta misericórdia que não é somente compaixão humana, mas sim, entrar no coração de Cristo”, afirmou.

Cotignac

Local da aparição de São José
Local da aparição de São José / Foto: Aline Casassola
Outro lugar escolhido foi a cidade de Cotignac que é conhecida pela forte devoção a São José. O local tornou-se conhecido devido à uma aparição do santo, que no dia 7 de junho de 1660, manifestou-se a um jovem pastor, Gaspard Ricard, que conduzia sua manada sobre a vertente de Bessillon, e lhe disse: “Sou José, retire a pedra e beberás”.
Na época esta cidade era conhecida por ser desprovida de água e o povoado passava muita necessidade. Para levantar a pedra indicada seria necessária a força de dez homens, mas o pastor conseguiu sozinho. Ao voltar ao vilarejo, a notícia impressionou o povo, que correu para o local, e até hoje existe ali uma fonte onde as pessoas vão para matar sua sede e pedir milagres.
Muitos são os testemunhos de pessoas que foram curadas pelo uso com fé desta água. Hoje Cotignac é um lugar visitado por peregrinos de todo o mundo, um local conhecido por sua simplicidade e silêncio.

Abertura da Porta da Misericórdia em Cotignac

Durante o sábado, a presença expressiva dos peregrinos testemunhou o forte engajamento do povo de Deus ao apelo feito pelo Papa a toda Igreja: “Este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração”, cita a bula de proclamação do Jubileu extraordinário da Misericórdia.
“Esta manhã viemos em família nos confessar para bem nos prepararmos e é o jubileu do Papa que nos traz aqui, para obter a indulgência plenária e isso é uma grande graça. Estar aqui em família e com outras pessoas é enriquecedor!”, testemunhou uma família presente no local.

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São José nos torne todos capazes e dignos de hospedar Jesus em cada criança que Deus manda sobre a terra. (Papa Francisco)

brasão do Papa Francisco
CATEQUESE

Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Queridos irmãos e irmãs, bom dia! Hoje como as previsões do tempo estavam um pouco inseguras e se previa a chuva, esta audiência se faz ao mesmo tempo em dois lugares: nós aqui na praça e 700 doentes na Sala Paulo VI que seguem a audiência por telão. Todos estamos unidos e os saudamos com um aplauso.
A palavra de Jesus é forte hoje: “Ai do mundo por causa dos escândalos!”. Jesus é realista e diz: “É inevitável que escândalos aconteçam, mas ai do homem pelo qual o escândalo vem”. Gostaria de, antes de começar a catequese, em nome da Igreja, pedir perdão pelos escândalos que foram cometidos nos últimos tempos, seja em Roma ou no Vaticano, peço perdão.
Hoje vamos refletir sobre um tema muito importante: as promessas que fazemos às crianças. Não falo tanto das promessas que fazemos aqui e ali, durante o dia, para fazê-los felizes ou para estarem bem (talvez com qualquer truque inocente: te dou uma bala e promessas similares…) para levá-los a empenhar-se na escola ou para dissuadi-los a qualquer capricho. Falo de outras promessas, das promessas mais importantes, decisivas para suas expectativas nos confrontos da vida, para sua confiança nos confrontos dos seres humanos, para sua capacidade de conceber o nome de Deus como uma benção. São promessas que nós fazemos para eles.
Nós adultos estamos prontos a falar das crianças como de uma promessa da vida. Todos dizemos: as crianças são uma promessa da vida. E também somos fáceis de nos comovermos dizendo aos jovens que são o nosso futuro, é verdade. Mas me pergunto, às vezes, se somos tão sérios com o seu futuro, com o futuro das crianças e com o futuro dos jovens! Uma pergunta que devemos nos fazer muitas vezes é essa: quanto somos leais com as promessas que fazemos às crianças, fazendo-as vir ao nosso mundo? Nós fazemos com que elas venham ao mundo e essa é uma promessa, o que prometemos a elas?
Acolhimento e cuidado, proximidade e atenção, confiança e esperança, são promessas de base que se podem resumir em uma só: amor. Nós prometemos amor, isso é, amor que se exprime no acolhimento, no cuidado, na proximidade, na atenção, na confiança e na esperança, mas a grande promessa é o amor. Esse é o modo mais justo de acolher um ser humano que vem ao mundo e todos nós aprendemos isso, antes mesmo de sermos conscientes. Eu gosto tanto quando vejo os pais e as mães, quando passo entre vocês, trazendo a mim um menino, uma menina pequeninos e pergunto: “Quanto tempo tem? – “Três semanas, quatro semanas…peço a benção do Senhor”. Também isso se chama amor. O amor é a promessa que o homem e a mulher fazem a cada filho: desde quando foi concebido no pensamento. As crianças vêm ao mundo e se espera de ter confirmada essa promessa: espertam-no de modo total, confiante, indefeso. Basta olhar para elas: em todas as etnias, em todas as culturas, em todas as condições de vida! Quando acontece o contrário, as crianças são feridas por um “escândalo”, por um escândalo insuportável, tão mais grave, pois não têm os meios para decifrá-lo. Não podem entender o que acontece. Deus vigia sobre essa promessa, desde o primeiro instante. Lembram o que disse Jesus? Os Anjos das crianças refletem o olhar de Deus e Deus não perde nunca de vista as crianças (cfr Mt 18, 10). Ai daqueles que traem a sua confiança, ai! O seu confiante abandono à nossa promessa que nos empenha desde o primeiro instante, nos julga.
E gostaria de acrescentar outra coisa, com muito respeito por todos, mas também com muita franqueza. A confiança delas (das crianças) em Deus nunca deveria ser ferida, sobretudo quando acontece por motivo de uma certa presunção (mais ou menos inconsciente) de substituir a Ele. A terna e misteriosa relação de Deus com a alma das crianças não deveria nunca ser violada. É uma relação real, que Deus a quer e Deus a protege. A criança está pronta desde o nascimento para sentir-se amada por Deus, está pronta para isso. Não apenas é capaz de sentir que é amada por si mesma, um filho sente também que há um Deus que ama as crianças.
As crianças, recém-nascidas, começam a receber de presente, junto com a alimentação e os cuidados, a confirmação das qualidades espirituais do amor. Os atos de amor passam através do dom do nome pessoal, a partilha da linguagem, as intenções dos olhares, as iluminações dos sorrisos. Aprendem, assim, que a beleza do laço entre os seres humanos aponta à nossa alma, procura a nossa liberdade, aceita a diversidade do outro, reconhe-o e o respeita como interlocutor. Um segundo milagre, uma segunda promessa: nós – pais e mães – nos doamos a ti para doar você a você mesmo! E este é amor, que traz uma faísca daquele de Deus! Mas vocês, pais e mães, têm essa faísca de Deus que dão aos seus filhos, vocês são instrumento do amor de Deus e isso é belo, belo, belo!
Somente se olhamos as crianças com os olhos de Jesus podemos realmente entender em que sentido, defendendo a família, protegemos a humanidade! O ponto de vista das crianças é o ponto de vista do Filho de Deus. A própria Igreja, no Batismo, faz grandes promessas às crianças, com as quais empenha os pais e a comunidade cristã. A santa Mãe de Jesus – por meio da qual o Filho de Deus chegou a nós, amado e gerado como uma criança – torne a Igreja capaz de seguir o caminho da sua maternidade e da sua fé. E São José – homem justo, que acolheu e protegeu, honrando corajosamente, a benção e a promessa de Deus – nos torne todos capazes e dignos de hospedar Jesus em cada criança que Deus manda sobre a terra.

ADMIRÁVEL CONSONÂNCIA ENTRE DUAS ALMAS VIRGENS

(…) José movido por uma especial moção do Espírito Santo, decidira permanecer virgem por toda a vida. Porém, não querendo singularizar-se, contrariando os costumes de seu tempo, resignara-se a contrair matrimonio convencido de que o Senhor, tendo lhe inspirado esse bom propósito, o ajudaria a levá-lo a cabo. (…) Maria, desde a infância, consagrara ao Senhor sua virgindade. (…) Maria precisava dar a conhecer ao seu noivo o voto de virgindade, sob pena de o matrimonio ser nulo. Fê-lo de forma séria e decidida, falando com toda a simplicidade de seu inocente coração. José pensou estar ouvindo uma voz do Céu e reconheceu, emocionado, a mão da Providência atendendo às suas preces. É impossível ter idéia do grau de concórdia dessas duas almas, ao se revelarem mutuamente seus mais íntimos mistérios. Desde esse instante, José passou a ser o modelo perfeito do devoto de Nossa Senhora. (…) já nesse primeiro encontro, a graça o tocou de maneira especial, levando-o a consagrar-se como escravo de amor Àquela que, mais do que esposa, já considerava como Senhora e Rainha.

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O CONVÍVIO COM MARIA SIGNIFICAVA UM VERDADEIRO PARAÍSO


José “resolveu deixa-la secretamente” (Mt 1,19). Agindo assim, salvaguardava a fama de sua esposa, pois Ela seria vista como uma pobre jovem abandonada pela crueldade de um homem sem palavra. A culpa recairia toda sobre ele. Nesse passo de sua vida, José revelou o brilho de sua nobre alma, sua sabedoria e sua humildade levadas ao grau heróico. (…) José esqueceu completamente de si, preferindo desacreditar-se diante da opinião pública, a ver o prestígio de Maria manchado. Além do mais, renunciava também à sua própria felicidade: tinha de abandonar Nossa Senhora, o maior tesouro da terra. Isso era um sofrimento imenso, pois para ele o convívio com Maria significava um verdadeiro Paraíso. (…); ao contemplá-la, sentia-se mais próximo de Deus.  
Estudos Josefinos N° 37 pag. 21 setembro 2015.    
Fonte: www.josedenazare.org.br 

ADVENTO: TEMPO DE PREPARAÇÃO PARA O NATAL


Tempo do Advento é próprio do Ocidente. Foi instituído para que os fiéis se preparassem para a celebração do Natal, mas em pouco tempo adquiriu também um significado escatológico: de fato, recorda a dupla vinda do Senhor, isto é, a vinda entre os homens e a vinda no final dos tempos. 
O Advento é tempo de alegre expectativa. O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado. 
 Origem do Advento 
 Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor. Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. 
Teologia do Advento 
 O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus. 
 "O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo". 
 Espiritualidade do advento
Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo, mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus! 
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (1Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições. 
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra. 

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A EMINETE SANTIDADE DE SÃO JOSÉ

Não se pode escrever um livro sobre a Santíssima Virgem sem falar da predestinação de São José, de sua eminente perfeição, do caráter próprio de sua missão excepcional, de suas virtudes e de seu atual papel na santificação das almas.
Sua preeminência sobre todos os outros santos cada vez mais afirmada na Igreja
A doutrina segundo a qual São José é o maior dos santos depois da Virgem Maria tende a tornar-se uma doutrina comumente aceita na Igreja, que não teme declarar o humilde carpinteiro superior em graça e em beatitude aos patriarcas, a Moisés, aos maiores dos profetas, a São João Batista, e também aos apóstolos, a São Pedro, a São João, a São Paulo, e por mais forte razão superior em santidade aos maiores mártires e aos maiores doutores da Igreja. O menor, por sua profunda humildade, é em razão da conexão das virtudes, o maior pela elevação da caridade: “Qui minor est inter vos, hic major est” (Lc 9, 48).
Essa doutrina é ensinada por Gerson[1] e por São Bernardino de Sena[2]. A partir do século XIV, torna-se cada vez mais corrente, é admitida por Santa Teresa, pelo dominicano Isidoro de Isolanis, que parece ter escrito o primeiro tratado sobre São José[3], por São Francisco de Sales, por Suárez[4], mais tarde por Santo Afonso Maria de Ligório[5], mais recentemente pelo cônego Sauvé[6], pelo cardeal Lepicier[7]e por M. Sinibaldi[8]; essa doutrina está bem exposta no Dicionário de Teologia Católica, no artigo Joseph (saint), por A-M. Michel.
Além disso recebeu a aprovação de Leão XIII na encíclica Quanquam pluries, de agosto de 1899, escrita para proclamar o patrocínio de São José sobre a Igreja universal.
Ele diz: “Certamente a dignidade da Mãe de Deus é tão alta que nada pôde ser criado acima dela. No entanto, como José foi unido à bem-aventurada Virgem pelo laço conjugal, não se pode duvidar que ele se tenha aproximado, mais do que ninguém, dessa dignidade supereminente pela qual a Mãe de Deus ultrapassa tanto todas as naturezas criadas.
A união conjugal é, com efeito, a maior de todas; em razão de sua própria natureza, ela acompanha-se da comunicação recíproca dos bens dos dois esposos.
Se, pois, Deus deu à Virgem José como esposo, certamente não somente o deu como apoio na vida, como testemunho de sua virgindade, guarda de sua honra, mas o fez também participar, pelo laço conjugal, da eminente dignidade que ela recebeu.”[9]
Tendo Leão XIII afirmado que São José se aproximou mais do que ninguém da dignidade supereminente da Mãe de Deus, segue-se que, na glória, ele está acima de todos os anjos?
Não o poderíamos afirmar com certeza; contentemo-nos em exprimir a doutrina cada vez mais aceita pela Igreja, dizendo: De todos os santos, José é o mais elevado no céu depois de Jesus e Maria; ele está entre os anjos e os arcanjos.
A Igreja, na oração A cunctis, nomeia-o imediatamente depois de Maria e antes dos apóstolos Se não está mencionado no Cânon da missa,[10] não só tem um prefácio especial mas todo o mês de março lhe é consagrado como o protetor e defensor da Igreja universal.
A ele, em sentido real, ainda que oculto, é particularmente confiada a multidão de cristãos de todas as gerações que se sucedem.
É o que exprimem as belas ladainhas aprovadas pela Igreja que lhe resumem as prerrogativas: “São José, ilustre filho de Davi, luz dos patriarcas, Esposo da Mãe de Deus, guarda da Virgem pura, nutrício do Filho de Deus, zeloso defensor de Cristo, chefe da Sagrada Família, José justíssimo, castíssimo, prudentíssimo, fortíssimo, obedientíssimo, fidelíssimo, espelho de paciência, amador da pobreza, exemplo dos trabalhadores, honra da vida doméstica, custódia das virgens, amparo das famílias, alivio dos miseráveis, esperança dos enfermos, padroeiro dos moribundos, terror dos demônios, protetor da santa Igreja.” Nada é tão grande depois de Maria.
 
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SÃO JOSÉ - O SANTO POR EXELÊNCIA


São Pedro Crisólogo afirmou: “José foi um homem perfeito, possuidor de todo gênero de virtudes”. Acham-se, em qualquer santoral, referências proporcionadas por santos e santas cujas meditações nos foram sendo transmitidas ao passarem os séculos. É o caso de Tomás de Aquino, Gertrude, Vicente Ferrer, Bernardo, Brígida da Suécia, Francisco de Sales e Bernardino de Sena. Em numerosas ocasiões, eles, e tantos outros, transportaram para os seus escritos os frutos de sua reflexão e pregaram em seus sermões as excelsas virtudes que o adornaram. São Bernardino de Sena proclamou num de eles: “A norma geral que regula a concessão das graças singulares a uma criatura racional determinada é que, quando a graça divina escolhe alguém para lhe doar uma graça singular ou para colocá-lo em preferente situação, a esse lhe concede todos aqueles carismas que são necessários para o ministério que houver de desempenhar. Esta norma se verifica de modo excelente em São José, pai adotivo de nosso Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do universo e Senhora dos anjos. José foi escolhido pelo Pai eterno como protetor e fiel guardião dos seus principais tesouros, seu Filho e sua Esposa, e cumpriu seu encargo com insubornável fidelidade. Por isso, o Senhor lhe diz: ‘Servo bom e fiel, entra no regozijo do teu Senhor’”.
Deste homem justo por excelência, esposo virginal da Virgem Maria, custódio da Sagrada Família, enalteceram-se à saciedade as incontáveis virtudes. Junto às teologais, listam-se ainda, alçadas em sua santa vida, a fidelidade, a inocência evangélica, a fortaleza, a docilidade, a prontidão, a pureza, a generosidade, a prudência, a disponibilidade, a singeleza, a temperança, a obediência, a pobreza, a humildade, a discrição, a justiça, a honestidade, a diligência, a paciência, etc. Ele esteve adornado por todas, impossíveis, portanto, de se condensarem. E hoje, como então, continuam mostrando a grandeza deste pai e guardião da Igreja, advogado da boa morte, que viveu cada instante do existir com inquebrantável adequação da sua vontade à divina, indicando-nos o caminho que havemos de trilhar. Santo Afonso Maria de Ligório cantou o trato familiar que ele teve com Jesus, ressaltando o que pôde significar aquele eminentíssimo vínculo entre ambos para a santidade do pai, que, durante um tempo, o acompanhou na terra: “José, durante aqueles trinta anos, foi o melhor amigo, o companheiro de trabalho com quem Jesus conversava e orava. José escutava as palavras de vida eterna de Jesus, observava o seu exemplo de perfeita humildade, de paciência e de obediência, aceitava sempre a ajuda serviçal de Jesus nos afazeres e nos deveres do cotidiano. Por tudo isto, não podemos duvidar que, enquanto José viveu na companhia de Jesus, cresceu tanto em méritos e santificação que sobrepujou todos os santos”.
 
 
 

José, modelo de comportamento justo e santo.

José, modelo de comportamento justo e santo. 
Semente Josefina - Novembro de 2015.

"José, filho de David, não tenhas receio de trazer Maria, tua Esposa, para junto de ti, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Dará à luz um Filho, ao qual porás o nome de Jesus, pois Ele há-de salvar o seu povo dos Seus pecados" "Assim que despertou do sono José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor" (Mt 1, 20-21;24).

Em sua homilia, pronunciada em Terni, Itália, em 19/03/1981, dia de São José, o Papa São João Paulo II deixou registrado, com a clareza e sabedoria que lhe é peculiar, alguns preciosos ensinamentos: a família, uma instituição profundamente amada e desejada por Deus, está sendo seriamente ameaçada, mas jamais perecerá. A partir de uma vida cristã autêntica, alicerçada na Palavra, na Eucaristia e no sacramento do matrimônio, casais honestos e trabalhadores, inspirados no exemplo de José e Maria e apoiados por intercessão, vencerão as dificuldades e construirão lares capazes de formar famílias sólidas e uma sociedade onde a vida é respeitada. 

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SÃO JOSÉ, NOSSO REPRESENTANTE NA SAGRADA FAMILIA


As Semelhanças entre a vida de São José e nossa própria vida.
São José era um homem comum.  Não foi poupado do pecado original.  Na Bíblia, aparece pouco e não há sequer uma frase falada por ele.  Em certo momento, Cristo se apresentou para ele, mas de maneira tão inusitada e em meio a tantas dificuldades que talvez ele tenha pensado em desistir,  mas teve imensa simplicidade e fidelidade para trilhar os caminhos de Deus e acolher a Cristo em sua vida, mesmo tendo que superar muitos obstáculos, incluindo a si mesmo.  Por muitas vezes, o mesmo acontece conosco.  Talvez seja interessante olhar para ele como o sendo o nosso representante na Sagrada Família.  Afinal, Nossa Senhora teve a graça de nascer sem o pecado original, Cristo é Deus, mas São José era igual a nós.
Papa Francisco tem chamado muita atenção para São José.  Tem citado o santo em diversas ocasiões e na oração do Ângelus deste domingo, dia 22/12/2013, fez uma belíssima catequese sobre o momento crucial da sua vida: a gravidez de Maria.
Imaginemos um homem que sai em viagem deixando uma noiva, combinando que casarão assim que ele regresse.  Porém, quando este homem volta encontra sua noiva grávida.  Isso já bastaria para criar muita confusão.  Mesmo nos dias de hoje.  Agora pense o que aconteceria em uma sociedade onde isso era considerado grave o suficiente para ser punido com apedrejamento público!
Pois foi isso que aconteceu a José, que ainda não sabia que Maria carregava o Filho de Deus.  Não tendo outra saída, ele resolveu abandonar Maria. Mas o fez em segredo.  Sem alarme.  Ele não queria que nada de mal acontecesse àquela menina.   Papa Francisco diz:
“E o Evangelho diz: 'Porque era um homem justo e não queria acusá-la publicamente, resolveu deixá-la em segredo' ( 1, 19).
Esta pequena frase resume um verdadeiro drama interior, se pensarmos no amor que José tinha por Maria! Mas, mesmo em tal circunstância, José pretende fazer a vontade de Deus e decide, sem dúvida com grande dor, abandonar Maria em segredo. Devemos meditar nessas palavras, para entender a prova que José teve que enfrentar nos dias que precederam o nascimento de Jesus. Uma prova parecida com aquela do sacrifício de Abraão, quando Deus lhe pediu seu filho Isaque (cf. Gn 22): renunciar à pessoa mais preciosa, à pessoa mais amada.”
Mas o Senhor não abandonaria José e nem Maria (que a essa altura não poderia ficar sozinha – seria muito perigoso) e faz com que um anjo explique tudo a ele em sonho.  E José, neste momento é obrigado a renunciar completamente a todas as expectativas que tinha criado, para seguir o caminho que Deus estava mostrando.
José, assim como qualquer homem, em qualquer tempo, imaginava ter uma esposa, filhos e uma vida normal em que trabalharia durante o dia e chegaria em casa ao final da tarde para ficar com sua família.  Não imaginava desposar uma mulher grávida, não imaginava fugir para proteger a sua família e com certeza, não imaginava ter que abraçar a imensa responsabilidade de criar o Filho de Deus, o Messias tão esperado por todos.
De novo, vamos olhar para as palavras irretocáveis de Francisco: “Este Evangelho nos mostra toda a grandeza de alma de São José. Ele estava seguindo um bom projeto de vida, mas Deus reservou para ele um outro projeto, uma missão maior. José era um homem que sempre dava ouvidos à voz de Deus, profundamente sensível à sua vontade secreta, um homem atento às mensagens que lhe vinham do profundo do coração e do alto. Não ficou obstinado em perseguir aquele seu projeto de vida, não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma, mas estava preparado para colocar-se à disposição da novidade que, de forma desconcertante, era-lhe apresentada. Era assim, era um homem bom. Não odiava, e não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma. Mas quantas vezes em nós o ódio, a antipatia também, o rancor nos envenenam a alma! E isso faz mal. Não permiti-lo nunca: ele é um exemplo disso. E assim, José se tornou ainda mais livre e grande. Aceitando-se de acordo com o projeto do Senhor, José encontra plenamente a si mesmo, além de si. Esta sua liberdade de renunciar ao que é seu, e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus, nos interpelam e nos mostram o caminho.”
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José é avisado em sonho pelo anjo - Mt 1, 18-25



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SÃO JOSÉ UM HOMEM SIMPLES E DE MUITA FÉ


O testemunho de castidade, fidelidade, fé e amor de São José irrompe o barulho do mundo nos apontando o caminho da santidade

 “Ó glorioso São José, digno de ser amado, invocado e venerado com especialidade entre todos os santos.” Assim é reconhecido São José, pai nutrício de Jesus e esposo de Nossa Senhora.

Poucos são os dados históricos que conhecemos de São José, contudo a ausência destes fatos em nada subtrai a grandeza e esplendor do testemunho fiel daquele que foi escolhido por Deus para ser pai do Filho seu.
Segundo a tradição da Igreja e os Evangelhos, José descende da casa real de Davi e seu pai chamava-se Jacó. Era homem simples, austero, de muita fé e gozava de grande respeito entre os seus. Era carpinteiro e morava na cidade de Nazaré. Recebeu em matrimônio a jovem Maria, a qual seria a mãe do Salvador. A ela, José dedicou todo o seu tempo, zelo, respeito, fidelidade e castidade, pois com a anunciação do Anjo à Maria e sua gravidez divina, precisou acolhê-la e defendê-la do rigor dos costumes da época, bem como empreender a fuga para Belém e para o Egito quando Herodes, sabendo do nascimento de Jesus, ordenou a matança de todos os primogênitos da região.
A estes fatos José não questionou. Mesmo sem entender, foi dócil a voz e a vontade de Deus que o conduziu. Retornou para a Galileia após a morte de Herodes e ali continuou sua missão de amar, cuidar e proteger a sua “Sagrada Família”. José ainda seria lembrado nos Evangelhos no episódio do encontro do Menino Jesus no Templo quando este já tinha doze anos. A tradição da Igreja acredita que José já estava com idade avançada e teria falecido antes da paixão de Jesus Cristo.
Devido à silenciosa passagem de José pela história, seu culto se difundiu de forma concreta somente no século IX. No ano de 1479 ele foi colocado no calendário Romano com sua festa a ser celebrada em 19 de março. Em 1870 José foi declarado patrono universal da Igreja pelo Papa Pio IX. Em 1889 foi declarado Patrono da Justiça Social. O Papa Pio XII estabeleceria ainda uma segunda festa para São José, a festa de "São José, o trabalhador" em primeiro de maio.
São José testemunha para nós em seu silêncio e austeridade a forte e incondicional adesão ao plano de Deus. Soube esperar, se conformar, amar e compreender o mais sublime mistério com a mais sublime humildade. São José, rogai por nós!
 
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Estudo sobre São José (Parte I)


A ZENIT entrevistou o Reverendo Professor Salvatore Vitiello Coordenador do Mestrado em Arquitetura, arte sacra e Liturgia da Universidade Europeia de Roma e do Pontifício Ateneu Regina Apostolorum

Quem foi São José?

Era antes de mais nada um homem autêntico, que soube viver, com inteligência, fé e total dedicação, as circunstâncias nas quais Deus o tinha colocado, reconhecendo nelas a presença do mesmo mistério. Era um judeu observante, portanto, com profunda espera  do cumprimento das promessas de Deus para o Seu povo. Nos falam dele sobretudo os santos Evangelistas Lucas e Mateus, quando nos contam o início da nossa Salvação, do Anúncio do anjo à Maria de Nazaré, “uma virgem prometida em casamento a um homem da casa de Davi, chamado José”, que se teria tornado Mãe do Altíssimo. A casa de Davi (cf. Lc 1,27) era a descendência genealógica, a partir da qual, segundo as profecias do Antigo Testamento, Deus teria suscitado o Rei, que teria libertado o povo de Israel. A história de São José, a sua santidade, a atualidade da sua intercessão e do seu modelo para nós hoje, e do seu patrocínio com relação à Igreja universal iniciam, por providêncial Vontade divina, desde a ligação “esponsal” com Maria. Acolhendo a Maria, o Desenho de Deus sobre Ela atraía e envolvia também toda a sua vida. Na verdade, ele foi ainda convidado a "cooperar", num modo único e extraordinário, na mesma Obra da Salvação, tomando consigo Maria como sua esposa e se tornando, portanto, o pai "legal" de Jesus. De fato, no início da manifestação pública do Senhor Jesus, a primeira reação de cética maravilha dos habitantes de Nazaré foi a de perguntar: "Não é ele o filho do carpinteiro?" (cf. Mt 13,55).

O que o convenceu a aceitar Maria já grávida?

Vitiello: O entender, por revelação divina, que esta aceitação coincidiria com a adesão à vontade de Deus para ele: acolher aquela jovem israelita, que Ele amava profundamente, com a sua Criança, significava, para José, acolher a entrada de Deus na história e na sua mesma vida. Havia começado, com a concepção de Jesus no seio imaculado da Virgem e com a especial Vocação de José, o novo “método” de Deus: o Altíssimo, Criador do universo e Senhor de Israel, Aquele do qual não se podia pronunciar o Nome, nem fazer imagem, o absolutamente Outro, se revelava, numa hora por meio de um ponto preciso, um rosto, aquele da Criança que Maria tinha concebido, aquele da Criança que tinha os mesmos traços de Maria. Tudo o que tinha a ver com essa mulher e com o seu filho, teria a ver com o próprio Deus. São José o tinha entendido: depois da inicial dificuldade de tomar posição diante daquele acontecimento – dificuldade na qual ele mostrou toda a própria “justiça” (cf. Mt 1,19), tomando a decisão de não repudiar Maria, mas somente de deixá-la no segredo, para não expô-la ao apedrejamento previsto nas leis judaicas – ele recebeu o anúncio do anjo que o chamava a assumir para si a sua esposa e a tornar-se pai Daquele que tinha sido gerado por obra do Espírito Santo. Daquele momento, ele se dedicou sem reserva alguma ao serviço humilde, silencioso e cheio de amor, da sua nova família, a Família de Deus. 

Como ele desempenhou o papel de pai de Jesus, ainda sabendo que ele era o Filho de Deus?
 
Vitiello: O relacionamento pessoal entre Cristo e São José, tal como se desenvolveu diariamente e especialmente nos anos da "vida oculta" do Senhor em Nazaré, é para nós um mistério muito delicado e extraordinário. Sabemos, como a mesma Igreja que nos transmite nas Escrituras, que "Aquele de quem toma o nome toda paternidade no céu e na terra" (Ef 3.15) chamou José para se tornar, na terra, o pai de Jesus, o Filho eterno feito homem . Sabemos que ele aceitou, sem reservas e em obediência total, esta missão sublime, que, nas palavras do Papa Pio XI, foi colocada "recolhida, silenciosa, despercebida e desconhecida [...] na humildade e no serviço" entre as duas missões de João Batista e de São Pedro (cf. Pio XI, Homilia na Solenidade de São José, 19 de março de 1928). Conhecemos, depois, os acontecimentos que se sucederam até o retorno a Nazaré do Egito, onde tinha levado a Sagrada Família para escapar da ira assassina do rei Herodes, até o reencontro de Jesus adolescente entre os doutores do Templo. Sobre a paternidade de São José e a filiação de Jesus, no entanto, existe como um mistério - o mistério da íntima relação entre Cristo e José - , do qual podemos ter um vislumbre de algo, por ocasião do encontro de Jesus no Templo. São Lucas escreve que, tendo-o encontrado, a Mãe disse-lhe: "Filho, por que você fez isso conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos "(Lc 2,48).

 As palavras de Maria revelam a "angústia" de São José, o amor profundo que ele tinha por Jesus e também como se ele não estava sozinho para cumprir a missão recebida, mas a compartilhava - poderíamos dizer - cada “detalhe", com a mesma Beata Virgem Maria, tendo diante de seus olhos o constante e feliz "sim" dela à Vontade de Deus, aprendendo dela a reconhecer no filho, com profunda admiração, o Mistério Presente. Na mesma passagem do Evangelho se diz que Jesus "desceu com eles a Nazaré e foi obediente " (Lc 2,51). O Filho de Deus, nascido da Virgem, tinha-se despojado da glória divina para assumir a nossa condição humana, para abaixar-se até "mendigar" o nosso amor e a nossa acolhida, que eram o amor e acolhida de Maria e José de Nazaré. O mesmo Amor mendigava o ser amado e se confiava totalmente aos cuidados de São José, de tal forma que acreditamos que tenha sido, ainda na consciência orante da própria responsabilidade, extraordinariamente agradável poder tomar conta do Deus menino, tanto que na tradicional oração a São José recitamos: “O felicem virum, beatum Ioseph – oh, homem feliz, beato José, ao qual foi concedido não somente de ver Aquele que muitos reis desejaram ver e não viram, ouvir e não ouviram, mas também de abraça-lo, beijá-lo, vestí-lo e cuidá-lo!”

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